Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Que os tornados me atormentem

Aguardo a bruma,

a lua,

a noite

ou a brisa chegar.

 

Me tapo de anseios,

que, às vezes,

me afogam

em lágrimas

mal curadas.

 

Não barganho mais nada.

 

Não peço.

Não imploro.

 

Não persigo mais

rei,

nem sultão,

no terceiro andar do céu.

 

Que os tornados

me atormentem.

 

Não barganho o amor.

Nem o imploro.

 

No xadrez da vida,

já não busco vitórias

nem honrarias

que - hoje sei -

jamais me serão concedidas.

 

Apenas sigo.

 

Caminho lentamente

em direção ao fim,

 

cada dia

um pouco mais perto

da outra vida.

Maria
Enviado por Maria em 04/08/2026
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