Aguardo a bruma,
a lua,
a noite
ou a brisa chegar.
Me tapo de anseios,
que, às vezes,
me afogam
em lágrimas
mal curadas.
Não barganho mais nada.
Não peço.
Não imploro.
Não persigo mais
rei,
nem sultão,
no terceiro andar do céu.
Que os tornados
me atormentem.
Não barganho o amor.
Nem o imploro.
No xadrez da vida,
já não busco vitórias
nem honrarias
que - hoje sei -
jamais me serão concedidas.
Apenas sigo.
Caminho lentamente
em direção ao fim,
cada dia
um pouco mais perto
da outra vida.