Um nó se formou no fundo olhar.
Como se a bruma fosse o destino.
Sonhar pra quê?
Que há no horizonte de novo?
Promessas? Nunca houveram.
Não há...
Há essas horas
que carregam de dor um coração
pelas notícias de duas mãos dadas
pelos corredores da vida...
Na parede os retratos sem cor
são espectros do que a alma sente.
Uma tristeza se acampa de mim...
E o tempo se cala.
Como os barcos
que afundam sozinhos
nas ondas quietas
e tristes de um mar sem fim.