Não há faina em amar.
Amapoulas e orquídeas
florescem eternidades
dentro do peito.
E o jardim se desenha
e atordoa os sentidos.
Não soslaio medos,
nem choro mais
pelo que não tenho.
Aprendi a dizer despedidas
ao que não me pertence.
Nesse berço
de constante balouçar
já aprendi navegar.
Não há faina em amar.
Mas também não há choro
pelo que se perdeu
e nunca se teve.