Sou nau no cais.
Sem mapa,
sem direção.
Aguardo o vento,
a tempestade,
a força de Nazaré
para - no céu -
a angústia surfar.
Aguardo!
Em silêncio aguardo
do tempo
o desenrolar.
Como a raia
aguarda quietinha
da onda o ondular.
Suspiro
em cadência
com as lágrimas
e o tambor
anunciando
o maremoto
em meus
pra dentro.
Antevejo o tsunami
e, da alma,
o seu crepuscular.