Aos cem anos de um dia
eu sei: não aprendi partir.
Não sei soletrar despedidas.
Nem largar o porto deste mar
que me olha -
olhar de sorriso -
no corredor da vida.
Escrevo
o Livro da Vida!
Escrevo!
Em meio ao trinar
de um violão de oito cordas
aguardo o bramir
do fogo brando
e o lento aventar
da guerra dos anos.
O tempo sorveu meus dias.
Aguardo agora -
na inconstância rotatória
das horas, o dia de cruzar
o passadiço do tempo
e curvar mimha vida ao Lumiar
destas Brisas de luzes
nos confins do mundo
dos eternos.