Maria
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Textos

Aos cem anos de um dia

Aos cem anos de um dia

eu sei: não aprendi partir.

Não sei soletrar despedidas.

Nem largar o porto deste mar

que me olha -

olhar de sorriso -

no corredor da vida.

 

Escrevo

o Livro da Vida!

Escrevo!

 

Em meio ao trinar

de um violão de oito cordas

aguardo o bramir

do fogo brando

e o lento aventar

da guerra dos anos.

 

O tempo sorveu meus dias.

Aguardo agora -

na inconstância rotatória

das horas, o dia de cruzar

o passadiço do tempo

e curvar mimha vida ao Lumiar

destas Brisas de luzes

nos confins do mundo

dos eternos.

Maria
Enviado por Maria em 06/08/2026
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