Soluça quieto
o poema em meu peito.
Como uma andorinha
que silenciou no galho seco
durante a chuva.
Penas molhadas,
encolhida de frio...
aguarda.
Mas o que espera
o passarinho em meu peito?
Tem um jardim de flores
e grama verde pra dançar...
Por que não rodopia,
bailarina, a inspiração?
Talvez seja um mote
de silêncio e melancolia
o que sufoca o canto...
Uma saudade dos ausentes
à mesa para a ceia de amor...
As palavras escorrem
por entre os dedos da alma...
E soluça quieto
o poema em meu peito.