O tempo nos pede todos os dias algumas horas. Um dia, que nós doamos sem reclamar. E ele deixa de existir. Ele deixa de existir. E nós nem notamos. Achamos que estamos vivendo, no entanto, estamos apenas diminuindo o tempo. E ele vai definhando, definhando, definhando, se quebrando em horas, minutos e segundos. Enquanto balança o pêndulo de Foucault. Nós olhamos ao retrovisor e choramos pelo passado. Olhamos para frente e nada vemos. Apenas mais um dia que se foi. E somamos esse dia à nossa vida, sem nem perceber que um a mais é um a menos para viver.