Enquanto o tempo passa
e a chuva sem resposta
abana saudades
chorosas e eternas
por entre as vitrines
de felicidade
eu sigo só e ferida
pelo passar do tempo...
como Fedra -
castigada pela dor das ausências
e da indiferença com meu sentir.
Na placidez dos dias
parei de vomitar palavras.
Me calo e as notas das partituras
parecem ir se apagando.
Queria voltar no tempo,
mas já não sei mais
para que tempo voltar.