Procuro minhas asas.
Contemplo as penas...
sempre salpicadas de temores
e inconstâncias para o voo...
toco a cera
de suas fragilidades e me vejo,
não anjo de asas resplandecentes
e voos de alturas inimagináveis,
mas um pequeno
e inseguro passarinho...
aninhado no galho seco
durante a chuva de medos,
angústias e perguntas,
sempre sonhando
com o inconquistável,
em busca de luz
e imensidões para voar...