Há um silêncio na ponta dos dedos.
Uma cratera vazia no tempo.
Que passa transformando anos em dias.
Que também partem silenciosos
pra nunca mais voltar.
Há uma avalanche dentro do peito.
Um descarilhamento buscando luz, lugar...
mas... se cala em reciprocidade.
Cheio de reticências... ...
Sim.
Há um silêncio na ponta dos dedos...
que agora se escreve...
se faz palavra,
hieroglifo da alma,
poema escrito...