Na noite escura,
o som de um violino solitário...
as mãos rasgando a arca de abeto,
amplificando a voz.
E, no silêncio longínquo,
a poetisa,
olhos tristes e perdidos
no espelho silencioso e vazio.
No cantos dos olhos,
uma lágrima sozinha:
o canto triste
de um coração que -
de tanto esperar o que não vem -
aos poucos se cala...