Há dias e há dias. Há dias em que as asas ainda preparam o voo de nuvens - como um pequeno albatroz em busca teimosa de céus impossíveis e distantes. Náufraga dos sentidos mergulho fundo em meus precipícios. Não nego a própria escuridão - encaro-a de frente. Se me deixo jogar contra os paredões, também me deixo planar em ventos mornos e vazios. É que a alma, atiça, ainda acredita em voos para o Amanhã.